Amem... Amém!

A Liberdade

O mundo está sob o poder do Maligno, mas o Filho veio para libertar. Uma reflexão sobre a verdadeira liberdade, o Espírito e Cristo em nós.

Airton Humber · 24 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Tamanho do texto
Compartilhar
Luz atravessando a escuridão, simbolizando a liberdade que Cristo nos oferece pela ação do Espírito.

O mundo está sob o poder do Maligno. Mas o Filho veio para libertar.

Quem não reconhece a própria escravidão não busca libertação.

E quem acredita que já é livre pode continuar escravizado sem perceber.

Jesus disse a pessoas que haviam crido nele que conheceriam a verdade, e a verdade as libertaria.

Elas responderam que eram descendentes de Abraão e nunca haviam sido escravas de ninguém.

Não reconheciam a própria condição.

Jesus, então, afirmou que todo aquele que vive pecando é escravo do pecado. E acrescentou:

Se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres.


O mundo sob o poder do Maligno

João afirma que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno.

Paulo explica que nossa luta não é contra seres humanos, mas contra poderes, autoridades e forças espirituais do mal nas regiões celestiais.

E também afirma que o deus desta era cegou o entendimento daqueles que não conseguem enxergar a luz do evangelho da glória de Cristo.

A escravidão pode existir justamente onde acreditamos estar livres.

Podemos defender nossas crenças com absoluta convicção e, ao mesmo tempo, ser conduzidos pelo medo, pelo orgulho, pela ira e pelo ódio.

Podemos conhecer as Escrituras, professar a fé e não perceber aquilo que governa nossos pensamentos, palavras e ações.


A libertação

Jesus orou ao Pai:

Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do Maligno.

Ele não pediu que seus discípulos fossem retirados do mundo. Pediu que fossem guardados enquanto permanecessem nele.

E disse:

Assim como o Pai me enviou, eu os envio.

A libertação não significa fugir do mundo, mas viver nele sem permanecer escravizado àquilo que o domina.

Podemos passar a vida contemplando Cristo em Jesus, admirando suas palavras, seus ensinamentos e suas obras, sem perceber que ele nos chamou para segui-lo.

Jesus não disse apenas que era o caminho. Também nos chamou a tomar nossa própria cruz e segui-lo.

O risco é permanecermos paralisados diante de Cristo em Jesus, sem caminhar com ele até que Cristo seja formado em nós.

Não se trata de diminuir aquilo que Deus realizou por meio de Jesus Cristo, mas de compreender o propósito de sua obra.

Paulo anunciou esse mistério, oculto durante gerações e agora revelado:

Cristo em nós, a esperança da glória.

Não fomos chamados apenas a contemplar a vida de Jesus, mas a segui-lo, para que sua vida se manifeste também em nós.


A vida que Jesus veio nos dar

Jesus anunciou:

Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.

E Paulo escreveu:

Vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus.

Tomar a própria cruz e seguir Jesus não é um caminho para perder a vida, mas para encontrar a vida que ele veio nos dar.

Não se trata de uma existência livre de dificuldades, mas de uma vida que já não é governada pelo medo, pelo orgulho, pela ira ou pelo engano.

Nossa vida está escondida com Cristo em Deus. E Cristo em nós é a esperança da glória.

A liberdade que o Filho nos trouxe é a possibilidade de viver essa nova vida, conduzidos pelo Espírito.


O governo de Deus em nós

Em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.

E o Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus.

Não conhecemos antecipadamente todo o caminho.

Abraão saiu pela fé, sem saber para onde ia.

Assim também somos chamados a confiar no Senhor, sem nos apoiar exclusivamente no próprio entendimento.

A fé nos permite caminhar mesmo quando nossos olhos não conseguem enxergar o caminho.

E Deus opera em nós tanto o querer quanto o realizar, segundo sua boa vontade.

O Reino de Deus não é simplesmente uma realidade que aguardamos.

Seu governo começa a se manifestar em nossa vida pela ação do Espírito.

Cristo em nós, a esperança da glória.


A liberdade que se manifesta pelo amor

A fé atua pelo amor.

E o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Quando somos contrariados, ofendidos ou injustiçados, aquilo que nos governa se manifesta.

Podemos reagir segundo nossos impulsos ou permanecer atentos à direção do Espírito.

Não significa que nunca erraremos.

Significa que já não estamos condenados a permanecer governados pelas mesmas reações.

A liberdade se manifesta quando o amor começa a governar nossas palavras e nossas ações.

É por isso que Paulo escreveu:

Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito.


Até que Cristo seja formado em nós

Não basta conhecer a mensagem da salvação.

Paulo escreveu a pessoas que já haviam recebido o evangelho:

Meus filhos, novamente estou sofrendo dores de parto por sua causa, até que Cristo seja formado em vocês.

A salvação não é somente aquilo de que fomos libertados.

É também a vida para a qual fomos libertados.

Não para sermos governados pelo medo, pela ira, pelo orgulho ou pelo engano.

Mas para vivermos como filhos de Deus, conduzidos pelo Espírito.

O mundo está sob o poder do Maligno. Mas o Filho veio para libertar. E essa liberdade se manifesta em nós pelo Espírito.


↑ Voltar ao começo

Compartilhar

Airton Humber

Alguém comum, que caminhou por muitas veredas e foi encontrando, aos poucos, uma luz na Palavra.